88% da GenZ acompanha as eleições de 2026. Desinteresse político? Não é bem isso
Novo levantamento do Observatório de Novas Gerações derruba o mito da geração apática e aponta para uma relação com a política que mudou de forma, não de intensidade.

Trope-se
Consultoria de Novas Gerações · 13 de outubro de 2026

Você já ouviu que a Geração Z não se interessa por política. Os dados de 2026 discordam. Segundo levantamento do Observatório de Novas Gerações da Trope-se, 88% da GenZ brasileira está mantendo ou aumentando o acompanhamento das eleições este ano. O número, por si só, já basta para desmontar a narrativa da juventude apática.
O interesse não sumiu, ele se transformou
A percepção de distância entre jovens e política costuma vir de uma definição muito estreita do que é "participar". Quando o olhar se amplia para hábitos digitais e consumo de informação, o cenário muda: uma parcela relevante da GenZ já acompanha conteúdo político de forma diária ou semanal, circulando por redes sociais, criadores e formatos muito mais fragmentados do que o jornal da noite ou o debate na TV.
O levantamento também aponta que o interesse tende a crescer conforme o calendário eleitoral avança, ou seja, o pico ainda está por vir.
"Existe uma diferença entre não participar da política da maneira tradicional e não ter interesse pelo que acontece ao redor. Os dados mostram que a GenZ continua olhando para as eleições, o que muda é a forma como esse olhar acontece e os caminhos que as novas gerações percorrem para se informar e formar suas próprias interpretações", afirma Luiz Menezes, CEO da Trope-se.
A pergunta certa para marcas e veículos
O comportamento da GenZ no contexto eleitoral desloca a discussão de "será que os jovens se interessam por política?" para algo mais útil: como essa geração escolhe acompanhar, interpretar e participar das conversas políticas? Quais formatos capturam sua atenção? De que maneira acontecimentos políticos entram na cultura digital?
"A GenZ não necessariamente se relaciona com política pelos mesmos caminhos das gerações anteriores. Confundir mudança de comportamento com desinteresse pode levar a uma leitura equivocada sobre essa geração", completa Menezes.
Para marcas, veículos e instituições, ignorar esse movimento é o erro mais fácil, e mais caro, de cometer em ano eleitoral.
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A Trope-se é uma consultoria de novas gerações que ajuda marcas a rejuvenescerem suas estratégias de negócios, conectando-as com a GenZ e GenAlpha a partir de interpretações antropológicas. Fundada em 2021, a martech da creator economy tem como principal objetivo acelerar companhias que necessitam fazer parte da cultura da internet. Especializada em impulsionar o protagonismo dos nativos digitais, a Trope-se busca ser o braço das novas gerações das empresas.
