91% da GenZ confia na mídia tradicional. E os creators, onde ficam?
Pesquisa do Observatório de Novas Gerações da Trope-se revela que a geração não trocou a imprensa pelas redes: ela montou um ecossistema próprio de informação, com critérios claros.

Trope-se
Consultoria de Novas Gerações · 15 de outubro de 2026

Você provavelmente já ouviu que a GenZ abandonou a TV e os jornais pelos criadores de conteúdo. Os dados contam uma história diferente, e mais interessante.
Segundo levantamento do Observatório de Novas Gerações da Trope-se, 91% da geração Z no Brasil consideram como "notícia de verdade" uma reportagem publicada pela mídia tradicional, como revistas e televisão. O número surpreende justamente porque não veio acompanhado de um abandono dos novos formatos: podcasts e videocasts são reconhecidos como fontes de informação por 43% dos entrevistados, cortes de entrevistas por 35%, vídeos de creators comentando acontecimentos por 34%, e posts ou comentários nas redes sociais por 30%.
Hierarquia, não exclusividade
O que os dados revelam não é uma disputa entre imprensa e creator economy, mas uma hierarquia funcional. A GenZ transita entre fontes e linguagens atribuindo papéis distintos a cada uma delas: pode descobrir um assunto num corte, aprofundá-lo num podcast e, ainda assim, reconhecer uma reportagem de veículo tradicional como a referência de notícia.
Nas palavras de Luiz Menezes, CEO da Trope-se:
"A Geração Z não abandonou a notícia; ela ampliou os caminhos pelos quais chega até ela. Eles podem descobrir um assunto em um corte, aprofundá-lo em um podcast, acompanhar a repercussão nas redes e, ainda assim, reconhecer uma reportagem de veículo tradicional como referência de notícia."
O que isso muda pra marcas e veículos
Estar presente em diferentes plataformas não garante credibilidade automática. O feed pode gerar descoberta, mas não confere necessariamente o status de informação confiável. Para veículos, marcas e produtores de conteúdo, o desafio real é entender quais elementos fazem um conteúdo ser percebido como jornalístico e confiável por essa geração.
A GenZ não migrou. Ela expandiu. E nesse ecossistema mais fragmentado, a régua de credibilidade continua de pé.
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A Trope-se é uma consultoria de novas gerações que ajuda marcas a rejuvenescerem suas estratégias de negócios, conectando-as com a GenZ e GenAlpha a partir de interpretações antropológicas. Fundada em 2021, a martech da creator economy tem como principal objetivo acelerar companhias que necessitam fazer parte da cultura da internet. Especializada em impulsionar o protagonismo dos nativos digitais, a Trope-se busca ser o braço das novas gerações das empresas.
