A GenZ não vive pra postar. Os dados da Beats provam isso
Pesquisa com a Toluna revela uma distância enorme entre o que outras gerações acham que os jovens fazem e o que eles realmente dizem sobre si mesmos

Trope-se
Consultoria de Novas Gerações · 15 de outubro de 2026

Você provavelmente já ouviu que a GenZ só curte o que pode virar conteúdo. A narrativa é velha, repetida e, segundo uma pesquisa nova, bastante equivocada. Um levantamento conduzido pela Beats em parceria com a Toluna coloca números nesse gap: 83% dos entrevistados de outras gerações acreditam que os jovens preferem registrar momentos a vivê-los. Entre os próprios jovens de 18 a 24 anos, só 19% concordam com isso.
O feed não manda na festa
A distância se repete em outros comportamentos. Quando o assunto é escolher programas pensando na repercussão online, 84% das gerações mais velhas apostam que esse é o critério da GenZ. Os jovens discordam: apenas 29% se reconhecem nessa descrição. Na pista de dança, a lógica é a mesma: 81% dos mais velhos acham que eles dançam pra produzir conteúdo, mas só 21% da GenZ topa esse rótulo. E 57% afirmam simplesmente que curtem dançar em festas.
Nos relacionamentos, o padrão se confirma. Enquanto 73% dos entrevistados de outras gerações assumem que a GenZ prefere relações casuais, apenas 24% dos jovens concordam. Do outro lado, 85% dos entrevistados de 18 a 24 anos se descrevem como mais seletivos na hora de se envolver romanticamente.
Quando o estereótipo vira briefing errado
Mariana Porto, diretora de Marketing de Beats, aponta que a associação automática entre jovens e universo digital apaga outras dimensões do comportamento dessa geração. Segundo ela, a marca já observava na prática o que a pesquisa confirmou: os jovens valorizam presença, experiências reais e relações significativas, e a socialização segue ocupando um papel central.
É com esse diagnóstico que a Beats lança uma nova campanha colocando o esquenta no centro da narrativa. O momento que antecede a festa, com conversas, música e reencontros, é tratado como experiência social com valor próprio, não apenas como aquecimento para o evento principal. A escolha não é por acaso: é justamente o tipo de ritual presencial que escapa do radar de quem olha pra GenZ só pela lente das redes.
Pra qualquer marca que segmenta esse público, o recado é direto. Construir comunicação sobre o que outras gerações projetam nos jovens, em vez de escutar o que eles dizem de si mesmos, é o caminho mais rápido pra uma campanha que não ressoa.

Trope-se
Consultoria de Novas Gerações
A Trope-se é uma consultoria de novas gerações que ajuda marcas a rejuvenescerem suas estratégias de negócios, conectando-as com a GenZ e GenAlpha a partir de interpretações antropológicas. Fundada em 2021, a martech da creator economy tem como principal objetivo acelerar companhias que necessitam fazer parte da cultura da internet. Especializada em impulsionar o protagonismo dos nativos digitais, a Trope-se busca ser o braço das novas gerações das empresas.
